sábado, março 24, 2007

Colhe o dia

Avulta-lhe a face tensa
Teme o inesperado?
Esperas o malogrado?
Maldizes o incontrolável?


Entregas-te ao nebuloso,
Aprendas a perscrutá-lo
com o toque do coração.
Liberta-te das amarras
que atam-lhe ambas as mãos.

Que fugir é negar-se a vid a,
e esconder-se é abdicar
da noite, mágica e linda.
Colhe estrelas cadentes,
Furta a calda do instante,

Que o tempo nos devora,
aparando-nos as horas,
apagando as lembranças
de uma vida que chora
deixada lá fora.

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