sexta-feira, novembro 23, 2007

Prate(ar)do

Prate(ar)do

Arre
Pio
Vento frio
Pia
Pio passarinho

Se me rio
Se(me)ata
Rio mina
Rio da Prata

Proto-rima
Rumoreja
Serenata serenando
Mora em cima
Do alto cimo
Rio ralo arrulhando

Voa
Via
Ave
Vai
Viva, vindo, vendo
Ave!

Se se via
Via rio
Ria tendo
Refletido

Tido havia
Verde tenda
Acoplada
No caminho
Visto para
Verter ninho
Copa altiva
Orvalhada

Valorada viu-se viva
Retinindo como prata
Nas vistas da vil bravata
Falta o ar na fuga ingrata

Vare a mata,
Ave verde!
Vulto ver-te
Vago fica.
Antes que vertida morta
Valha-te vazada vida.

Um comentário:

donnaannapaulla@gmail.com disse...

Nesta comunidade de escritores dei de caras com o teu poema. Fantástico !
... porque eu adoro a nossa língua e o que se pode dizer com ela ...
mulata - como diz o Mia Couto .
Um beijo luso p'ra voçê