sexta-feira, novembro 23, 2007

Iminência

Na inércia dos dias
O desejo

No impulso de música
A suspeita
Ardi febril na falta tua.

***

Catado à embolia existencial
Rumei ao rol ocidental
Onde da luz de spots
Rebanhos se nutrem

A fresca mancebia
Seus ramos espalha
E a caça lancina
Por um prazer leviano

E, na flâneurie que traço
Onírico, em plagas virtuais me acho
E eis que em ti a retina encaixo

Teus olhos nos meus
Feitiço que afunda
Minh’alma, turba que raios ferve

Na elíptica quimera do dia
Vejo-te a planar, Vênus amante
Fugindo a meus poros
Pela escada rolante

Te grito em cada célula minha
E a infame sina que advinha
Tua mole fuga e arredia
Dentre um mar anônimo te perdias...

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