segunda-feira, fevereiro 18, 2008

poesia não é esteira

poesia não é esteira
antes desfiladeiro
onde desenrolo
perd-ida
das idas, a melhor
os tombos que me ferem
incham-me erodida
roxa
aberta
sôfrega
quero-a feroz
ingremente
sorvendo-me o sangue
dos ásperos sulcos
em perdição oferecida
na asa desfolhada
da palavra invadida

4 comentários:

Line disse...

Nossa que visão.
Queria saber escrever poesias tb, hehe ^_^
Obrigada pelo comentário.
Também está tudo bem com vcs?
O "tudo bem" sempre é genérico e se amar ás vezes se basta, nunca é olhando os detalhes que geralmente nos fastam da felicidade e muitas vezes nos deixam muito irritadas, hehe.
Beijinhos,
Line Lily

eder fonseca disse...

Estava lendo o site do Edson Cruz e quando vi os comentários em um poema, vi uma tal de Aline e o nome não me era estranho. Daí lembrei-me de ter visto esse nome num dos comentários da entrevista que concedi ao armadilha poética.
Como a internet permite encontros inusitados, né?
Forte abraço.

Eder.

Barbosa Junior disse...

"lança em perdição livre"
(...)
"na asa desfolhada
da palavra invadida"
como um
"fardo íntimo"
"passeio"
"prate(ar)do"
mas
"sim,estou sóbri..."(o)
nesta
"ciranda enamorada"
onde "quero voar"

Obrigado pelo carinho Aline
gde beijo

Linda Graal disse...

não sei de onde esse poema me remete a uma música de jorge drexler..poeira de estrelas..rsrsrs..

está lindo o desfiladeiro versificado e quebras ritmadas e abismos poéticos! ;)

amplexos "na asa desfolhada"