sexta-feira, maio 02, 2008

o ler-te

foi no ler-te
que arfei rubra
reencontrar-te:
pétala fresca
que era escuso
teu traço nutrido
e dele agora
me faço adicta
nesse sorver de prazer fortuito
trêmula, embevecida
em arrepio pousada
aderida
na cavidade de tua letra
funda.

3 comentários:

Barbosa Junior disse...

humm gostei disso,
me vi alineado... ou te vi em culto à baco... ou vice versa....rs
foi mesmo como o que sai de mim, digo isso em alegria... e se saiu sem freios vira cósmico.
grande beijo

eder fonseca disse...

produzindo, como sempre hum?

um texto que vem sobreposto ao seu poema:

http://eder-fonseca.com.br/ss-v1-2007/index.php?entry=entry080514-175737

um abraço,

eder.

Salve Jorge disse...

E a letra
Toda envaidecida
Ao saber que lida
E reverberante
Nas sinapses
Sentiu-se infante
Gozando ápices
E deu um volteio
Quase um chamego
Nua em pelo
Para ser devorada
Que na sua alvorada
Ela era toda aurora
E agora
Não quer mais ir embora...