segunda-feira, junho 30, 2008

bailado de sombras

o que de mim é denso
e reverbera
na incongruência extrema
de meu dentro
pulsa,
sangra,
grita abafado,
é o mote que me impele
na teimosia dos dias

faz nascer a rouca voz
que pronuncia
o sussurro dolorido
dessas sombras

- profundas criaturas

de tenra disformidade
a valsar atropelado nesta página:
difusa brecha
que me acolhe em agonia
e aceita
essa estridente sinfonia.

9 comentários:

Bruna Mitrano disse...

Arrasou, menina!!! Amei!

Bem, eu fico meio enrolada com essas coisas virtuais. Tô entrando no mundo dos blogs agora. Um dia eu aprendo a usar!rs
Seu link já está lá no meu!
Sim, vamos trocar figurinhas!!

Apareça sempre! Bjo grande!

Salve Jorge disse...

Cada sombra sua
Dança nua
Impera
Se incongruente
Reverbera
Indolente
Que se tente insistente
Assomar sobre essa gente

Grite rouca
Sua voz não há de ser pouca
Sussurre louca
Seu teatro de sombras

Que sua sinfonia
Tem a exata entropia
Da minha atenção...

ana disse...

piscar os olhos atropela imagens,

.

bossa_velha disse...

belo demais! tudo se encaixa perfeitamente.

Sérgio Luyz Rocha disse...

Uau..prazer em conhecê-la!!
...e já vou sendo nocauteado por este poema tão pungente..
pode abrir contagem...
Parabéns...

Line disse...

Venho aqui tentar sanar uma dívida incalculável: você lê e comenta no meu blog ^_^
Aline, este poema com toda certeza é contundente e revela que coisas ainda melhores estão por vir.
Que venham as sombras (ou não) e que nos deleitemos com isso!

instantes e momentos disse...

bom voltar aqui, gosto de voltar, gosto do modo e do jeito que voce escreve. gosto daqui

Yara disse...

teu baile denso
teu dentro
feito de voz rouca
de disformes sombras
valsou-me

Isabel disse...

Oi, Aline. Que lindo poema. Adorei o blog. De verdade! Parabéns. Também tenho um site. Quando quiser, vem me visitar. Beijocas, Bel (www.beleleo.com.br).