segunda-feira, julho 14, 2008

média

a idéia está presa
presa presa presa

é filha esbatida da cópia
da chancela desbotada
tanta repetição deu em nada:
brilho que não avança

{aviãozinho de papel que desce em esvoaçar demente}

não inventa
não muda
não salta

trota igual entre muitas

mas ela sua, ela chora
(não é sua culpa!)

curva-se encarando a
f
a
l
ê
n
c
i
a

fadada.

13 comentários:

SAMANTHA ABREU disse...

a idéia é caprichosa, Aline.
mas nos rendem poemas assim... ótimos.

Um beiJO!

enten katsudatsu disse...

Bom poema, o fim é muito bom.

instantes e momentos disse...

inteligente e bem feito teu blog, teu modo de escrever. Gostei daqui. Parabens
Maurizio
apareça

Line disse...

O meu "word verification" para poder postar foi "tedccio". O que me fez lembrar que a internet seria um "tedccio" sem blogs como o seu: inteligente e belo. Sai prá lá "tedccio"... ^_^

Salve Jorge disse...

Deixa solta
Desfaz
Vem, vem
Isso
Pode vir que vai
Agora vira tudo
Pronto...

Lígia Carvalho disse...

demais!
Divertido
simples
diferente
irreverente

Glaucia disse...

Lindo poema , cheio de sonoridade e ritmo... Gostoso de ler.
Grande abraço.
Glaucia

Anônimo disse...

que bonito! hahah desculpe o comentário superficial, porém verdadeiro
Bjinhos e saudades. Nos veremos na uerj. Boas férias

Anônimo disse...

(Em relação ao coment de cima)
ass: Renan Ji!!

Yara disse...

Idéia vaidosa,
vestida de falsa modéstia,
salta, esvoaça, sorri,
sem culpa.

Voa sem pedir desculpa.

bossa_velha disse...

numa só palavra: diferente.

Tâmara disse...

Nossa...tudo aqui é verso e mel!!!
Amei...

Obrigada pela visita ao intimidade!!!
Volte sempre!!!!

Bruna Mitrano disse...

Amiga, não sei nem como dizer o que sei que quero dizer.
Amei o movimento desse poema! É como o aviãozinho de papel...
E a intensidade:
"mas ela sua, ela chora
(não é sua culpa!)"

Concordo com o Renan Ji: Lindo! Assim como com todos os comentários anteriores.

Continue produzindo!
Beijos!