segunda-feira, julho 07, 2008

vulto

I.
o poeta é sujo
talhado
está intruso na roda
e canta desafinado.
no mastigar apodrecido,
esfarela nosso lixo
e mancha a página
de eco golfado –
o vulto de nossas dores.

II.
o poeta é puro
abençoado
é bem-vindo na festa
e solfeja cadenciado.
no erigir enternecido,
desvela nosso tesouro
e perfuma a página
de sopro regozijado –
o vulto de nossos ardores.

8 comentários:

ana disse...

poeta é um corpo implosivo. implorante,.

carteirodopoente disse...

" sou poeta . a poesia é minha pátria"
tadeu filippini
p.s. aline @h!br@ços de um morador do mesmo país !!!

Glaucia disse...

A poesia é minha higiene mental, minha forma de não enlouquecer.
Com a poesia vou enloucrescendo.
Renascendo...
Vou tentando virar gente...

Bom ler seu espaço que cultiva tamanha beleza e leveza.
Grande abraço.
Glaucia

Bruna Mitrano disse...

A antítese exata: a poesia.
Um brinde à poesia de cada dia!
Um brinde à sua poesia!
Bela.
Essencial.

Bjos, querida!

SAMANTHA ABREU disse...

Puxa! poesia da boa...
adorei, Aline.

ps: e obrigada pelo elogios... adorei o "Pós moderno!"
ahahahaa

Um beiJO!

Salve Jorge disse...

O poeta é dois
E é mais
Que antes
E depois
Mais que amantes
Ele é um gozo delirante
Um suspiro extasiante
Tal qual o sol que sois
Indo avante
Por um peito arfante
Dores
E amores
O roteiro
O cenário
E os atores
O primeiro
O centenário
Tudo é o poeta
Que como você tanto me afeta...

Line disse...

Sim, o poeta seria uma espécie de representação do yin e yang.
E que bom que não seja diferente!
Beijinhos!

Bruno Marcondes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.