segunda-feira, setembro 22, 2008

Milagre



Cá estou na soleira do tempo
a divisar arbustos de calma.
É isso que me espera
na esfera perene?
É esta a manta
que me vestirá a alma?

Da janela dos dias
aceno dedos rasgados:
a pena pela fraqueza ousada.

Um tiro na boca
faz jorrarem asas.
Um giro no escuro,
a noite trocada,
fazem-me milagre de agonia eternizada.

9 comentários:

Gabriele Fidalgo disse...

Você também fala de morte e renascimento aqui.

'Um tiro na boca
faz jorrarem asas.'

Senti daqui!

Beijos. :)

SAMANTHA ABREU disse...

na soleira do tempo...
eu ando esperando.

Gosto tanto da tua poesia, querida...

Um beiJOOO

Three Love´s disse...

oi... lindo seu lugar,
linda sua poesia!

"Cá estou na soleira do tempo..."


b.e.i.j.o.s.

fiquei honrado com a visita

anailuj disse...

Eu também queria uma realidade inventada.
Como no post anterior.

Bacana aqui.

Rafaela disse...

Seu cotidiano contado de forma tão delicada e atenta me admirou! Ficarei atenta a descrição de seus sentimentos. Obrigada pelo elogio.
=)

Tata disse...

Aline, seu poema tá lindo.
Forte e suave.

Beijo!!:)

Antonio Araújo Jr. disse...

Concordo com a Tata:
é forte sua ave!

Pra dizer que ganhou um leitor que veste a alma de expressões da esfera perene na janela dos dias.

Leandro Jardim disse...

fechou com chave-de-ouro :)

Assis de Mello disse...

Lindo poema, Aline. As imagens são espetaculares !!
Um beijo,
Chico