sábado, fevereiro 21, 2009

Dual


é dual o abraço que te espera
vem da fera besta insandecida
que dilacerava as eras

sobe um monte verde que transforma
veste a cinta firme
que transtorna
desola
e oculta
a sede venenosa da serpente
que se enrola
em manto inofensivo de cordeiro
precisa alinhar
o bailar das borboletas
com a linha do horizonte
fazendo-se fera adormecida
domada
dual

de um sacrifício maior que a beleza do crepúsculo
desiste
baixa a cabeça às circunstâncias
num polido abraço
dual
sofrido, mas dual

porque do alto.

7 comentários:

Line Lily disse...

oi Aline, curtindo o carnaval? Gostei do poema, mas não entendi nada (mea culpa)...tudo bem existe um monte de coisa na vida que gostamos sem explicações e sem fazer sentido. :D
beijinhos!!!

Salve Jorge disse...

Dual
Tal qual
Autoral
Autonal
Ou atual
Afinal
Não há mal
Cal
Ou sal
Que encalhe essa naú...

bossa_velha disse...

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!
demais!

fred disse...

Muito bom.
Beijos

Lily Zemuner disse...

Oi, xará!
Obrigada pelo comentário lá no blog.

Eu conheço o blog sim, é uma graça, ela parece uma boneca moderna.

B-jo grande.

devies disse...

Eu tbm sou fã de vermelho! Obrigada pelo comentário.

Belo poema!

abraço

Mara faturi disse...

ADOREI!!!
Tb gosto de "poemar" com as borboletas ,crepúsculos e eclipses;)
bjo