quarta-feira, fevereiro 25, 2015

nenhum tombo é descartado
nenhuma pedra ou grito recebido
é ocultado nos tapetes da memória

quero-os aqui

quero cada mancha roxa
cada corte
evidenciado sobre
a flor desabrochada da pele

e também os silêncios...

manipulo-os com curiosidade
e assombro
disponho-os
em redor de mim
para que ecoem

(graves, assonantes)

para que me desfaçam
nas camadas do mantra
e para que me reúnam

coagulada em arestas,
atômica...

e para que eu me reerga
(culpada, risonha)

proibida,
em véu de sutilezas...





Um comentário:

Lívia disse...

que poesia bonita, você que escreveu? gostei muito! há uns dias que ando matutando a ideia de começar a por alguns sentimentos em palavras, me inspira muito ler poesias assim :)
obrigada pela visita no meu blog, espero que volte sempre
beijo